Mostrando postagens com marcador lovesong. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lovesong. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Os Demônios dos Hábitos (por Oaken)



Às vezes as coisas acontecem de forma bastante diferente do que estamos acostumados. Você é diferente do que eu costumava ter. Você me recorda os lugares onde eu costumava ir, e como eu nunca estarei lá outra vez. O que você diz me faz lembrar a velha poesia que costumavam recitar para mim, e de como eu jamais as ouvirei novamente. Você me faz calar a boca me lembrando de que eu nunca mais cantarei certas canções. Porque nós temos uma relação tão madura e você a protege tão desesperadamente quanto um pirata enterra seu tesouro. É doentio de minha parte estar ligado a algo como uma consequência do que é certo. Eu não podia mais suportar ser apontado pelo que eu chamava de “minhas qualidades”, então você veio e se tornou meu escudo.
Ha-há! Agradeço por isso, mas...
Parece que eu cresci e me fortaleci à sua sombra, porque eu sinto que, agora, o que eu estou fazendo com você é o belo erro que eu tinha deixado para trás. Não diria que seremos os mesmos depois disso.
Quem poderia pedir mais que isso? Quem poderia ter mais?


sábado, 30 de julho de 2011

Algo Com Quatro Letras (por Oaken)



...Se bem que eu não me apaixonei por alguém que me deixava com borboletas no estômago, mas por quem as afugentou! Eu realmente gostava de quando ficava ouvindo o telefone chamando antes de ouvir a voz; gostava até mesmo do nervosismo que me dava só de discar o número da pessoa. No Messenger, eu me obrigava a escolher cuidadosamente as palavras, e quando finalmente apertava enter, tinha que esperar uma eternidade pela resposta. Esse tipo de coisa fazia com que eu não me sentisse nem um pouco especial.
Odeio admitir que eu não estivesse sendo excitante, principalmente por aquela ser a primeira vez que eu não conquistei alguém que me interessava. Não importava o que eu tentasse.
No caminho para os nossos encontros, eu sempre ficava inseguro com as minhas roupas, com meu cabelo, com meu perfume ou com quanto dinheiro eu estava levando. Coisas que, para uma pessoa normal, estariam ótimas. Mas aos meus olhos, até mesmo tudo não era o bastante. É claro que, ao contrário de mim, o menor e mais sutil gesto em resposta parecia artisticamente perfeito, me fazendo sentir como se eu estivesse em um filme romântico. E apenas isso já fazia valer à pena todos os meus esforços para estar ali, com a pessoa que era tudo o que eu queria.
Eu não tinha consciência, até nós terminarmos, de quanto aquela indiferença significava para mim. As palavras inconsequentes que eu costumava ouvir e toda a melancolia que preenchia meus dias sozinho em casa — esperando inutilmente o meu telefone tocar ou algum update online — tinham um significado muito mais profundo do que aparentavam. Não é que eu tenha me apaixonado por alguém que não gostasse de mim, mas eu estava completamente viciado no desafio que ter uma pessoa aparentemente inalcançável representava. E eu receio que perder isso possa ter o significado ambíguo de ser tanto um game over quanto um indício de que...
...Eu sempre vou querer mais.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Despertar De Um Sonho (por Oaken)



Então havia esse garoto que tinha um olhar de profundo desprezo para a maioria das coisas que, dada a época, tinham lá sua importância para determinadas camadas sociais. Esse mesmo olhar era dirigido, sobretudo, aos assuntos referentes ao que até então se conhece por um sentimento inominável. Considerando-se as condições visíveis do rapaz, a conveniência de relacionamentos curtos e infrutíferos fluía de maneira cômoda e, à primeira vista, invejável. A projeção de um reino de perfeição, que sobrepujava a todos que o cercavam como abelhas ao redor de uma flor mais colorida que perfumada, era como uma blindagem intransponível para tudo o que era de seu conhecimento. Até que o destino interveio. Avassalador como uma tempestade, um conjunto de todas as características subversivas — pelas quais um crescente interesse negligenciado aguardava em letargia no interior do garoto — surgiu do lugar menos esperado e, fazendo com que seus neurônios se digladiassem abrasadoramente, acossou-o o ego com o terrível dilema de escolher entre renegar a escultura de cristal que fizera de si próprio e descobrir, com frustrante resignação, que as coisas que mais temia e negava eram uma verdade cruel e aterradora.

A Flauta Amarga (por M. Corydon)




Tocando a esplendorosa canção erudita, a flauta parece gracejar.  Um sorriso de um brilho obnubilado, prateado, impolido nos revela um mistério. A flauta e seus sons agradáveis me lembram do amado que um dia partiu. Virou flauta doce, como no mito de Pã. E não foi por intermédio das ninfas que o transformaram em bambu, mas por seu orgulho e covardia por não saber viver. Parecia Arcadiano, arredio. O amado sucumbiu deixando para trás o herdeiro de Almatéia. Sento-me no chão gelado, te ponho em minhas mãos, depois entre os lábios ressecados pela ventania e as notas musicais me fazem orações e planos. A música é seu sussurro guardado na lembrança do dia em que me destes a constelação de capricórnio e eu te fiz meu. Ó homem que agora estás sob as nuvens, que mais nada teme e que nada mais vê, arrebata-te dos meus sopros, vire música, um solo traquejado e seja sempre meu. Ó homem covarde que nada mais vê, celebra o mal que me fizeste com um soneto e uma canção. Já não suporto a solidão, nem a música. Amargam! Teu gosto e tuas lembranças me amarguram, tirastes a própria vida e levaste consigo metade de mim. O que me resta de um lado: o vazio, do outro: o som, do tiro e das notas doces que sopram da tua amarga flauta.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Momentos Eternos (por Petit)




Meu ser é tocado pelo seu olhar
Submete minha imaginação a seus pensamentos
Tento desvendar suas várias máscaras
Fazendo-me supor algo recíproco

Meu cérebro canaliza energias em você
Desejo tua simples genialidade
E contemplo a janela da tua alma

A riqueza das suas palavras reais
Faz-me viajar nos contos e encantos
Que torna tua boca suculenta
E me deixa cair na platonicidade

Querer ter você em meu colo
Me faz pensar nos nossos poucos momentos
E que para mim são eternos

sábado, 9 de outubro de 2010

Dança da Noite (por Petit).







"Vamos juntos no embalo desta noite
Com o frio a nossa volta 
Dançamos no ritmo da vida,
E aquecemos nossos corpos com nossas boca.

Vamos ouvir nossos corações
Queimando o peito um do outro
Nossas línguas inundando o ar obsoleto
Almentando a febre insaciada.

Vamos possuir nossas roupas
E arrancar os corpos despídos
Que fazem parte da nossa história.

Vamos alcançar o êxtasxe profundo
E vibra ao som da canção idônea,
Que acaba de desonrar nossa alma."

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Consequência de Amar (por Petit)...



          Amar traz consigo o sofrimento, uma consequência natural para aqueles que se arriscam a viver dividindo com o outro sua vida. Às vezes me pergunto se sofrer quando se ama é mesmo necessário?
          Deve se mesmo se entregar de tal forma sem ao menos ter certeza se é recíproco? Na conquista tudo é valido, embora a ilusão faça parte dela também. Nunca podemos ter certeza se o que sentimos vai ser necessário para manter a chama acesa, a outra pessoa deve demonstrar interesse também.
          Acontece muito de, embora nem termos certeza do que o outro sente, criarmos expectativas e muitas vezes nos decepcionarmos com o discurso final. Enfim, tudo acaba assim tão rápido como começou. E cada um segue sua vida como se nem ao menos tivesse existido algo a ser lembrado, mesmo deixando marcas que irão demorar um pouco a sarar.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu Sempre Te Quis (por Oaken)


            Ok, convenhamos: você me viu primeiro. Daquele dia até pouco tempo atrás, você vinha fazendo de tudo para me conquistar. Os seus mimos, as suas palavras e seu jeito foram implantando em mim um sentimento que foi crescendo cada dia mais forte.
            Porém, a despeito do que você possa imaginar, do que você podia estar pensando e do que talvez eu tenha passado para você, eu sempre te quis. Eu sempre te quis.
            Me bajulando, dizendo o quanto eu significo para você, massageando meu ego com suas declarações de dependência existencial, me dando suas lágrimas de desilusão para beber, me alimentando com a sua própria carne.
            Eu fiquei triste quando você parou de me ligar, sou um péssimo perdedor. I never heard the Word “no” before. Sinto falta de ter o seu amor de reserva. Eu não causo mais comoção em você, não manipulo mais os seus sentimentos. Estou com ciúmes, me sentindo trocado por quem deve estar te alimentando com o que eu usava como isca para te manter por perto. É realmente uma pena que você tenha acordado. Agora eu vou ter que encontrar um novo brinquedo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PARTICIPE

Expresse sua opinião comentando, clicando no que você achou sobre os textos ou divulgando suas postagens favoritas nas redes sociais!

wibiya widget